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Pecuária de Corte

Pecuária é a atividade econômica de criação, reprodução e manejo de animais (bovinos, suínos, aves, ovinos, etc.) para a produção de alimentos (carne, leite, ovos) e matérias-primas (couro, lã). Essencial para o agronegócio, pode ser intensiva (confinada, alta tecnologia) ou extensiva (solta em pastagens).

01. Raça Angus

A origem da raça Angus é especulativa. Há quem acredite que a formação se deu a partir de uma raça mocha da Inglaterra, outros defendem a idéia que a formação se deu a partir de uma mutação de uma raça primitiva da Escócia, de coloração negra e aspecto carnudo, encontra-se em fase de franca expansão em todo o Brasil, ganhando espaço dentro do contexto da pecuária de corte, bem como em projetos de Cruzamento Industrial, onde imprimi uma terminação precoce e qualidade de carne superior. Os animais apresentam bom rendimento de carcaça (em torno de 52%). Sua carne é reconhecida como a melhor em todo o mundo, com base nas características de maciez, suculência e marmoreio, tornando portanto as perspectivas de comercialização as melhores possíveis.

02. Raça Blanc-Bleu-Belge

É a raça "Azul" da Bélgica, formada pelo acasalamento do gado nativo Belga com a raça Durham ou com o Charolês. Apresenta sempre musculatura dupla no posterior, o que é uma marca da nova raça. Rapidamente, ganhou o nome se "Super boi", despontando como uma inovação no mercado de carnes no mundo. A pelagem pode ser branca, ruã, azulada e até preta. Os chifres são cinzentos na base, arqueados para frente com pontas negras erguidas. A carcaça é ideal para retaliação, produzindo até 20% a mais que outras raças e com 10% a menos de ossos. São normais rendimentos de carcaça acima de 70%. No Brasil, alguns cruzamentos foram feitos com Nelore, não havendo problemas de parto.

03. Raça Blonde D´Aquitaine

Na modernidade, a raça Blonde d'Aquitaine resultou de uma fusão entre as raças Garonne, Quercy e Blonde des Pyrénées. As três se transformaram em uma!O animal de grande porte, apto para o trabalho, com excelente taxa de crescimento vem cedendo lugar a um formidável animal de corte.O rendimento de carcaça é muito bom, acima de 60-65%, com carne muito apreciada, levando a raça a ganhar, constantemente, novos mercados.

04. Raça Bonsmara

O Bonsmara é uma raça funcional, saudável e fértil. É uma alternativa viável ao gado Zebu para o aumento da eficiência de produção de carne nas regiões do mundo que necessitem de adaptação ao clima quente.Todas as características identificadas como sinônimo de boa adaptação,

05. Raça Braford

A raça foi formada na Flórida pelo cruzamento entre Brahman e Hereford. É uma raça dócil, rústica, precoce, resistente e de alto rendimento de carcaça. No Brasil, os cruzamentos de Hereford com Nelore, Tabapuã e outras raças zebuínas têm sido realizados com sucesso, há longo tempo no rio Grande do Sul, e recebem a denominação de Braford, Pampiana Braford ou Santa Clara. Provavelmente, a raça formada por estes cruzamentos passe a ser denominada apenas por Pampiana, enquanto o nome Brangus indicará, especificamente, a raça formada pelo cruzamento de Hereford com Brahman

06. Raça Brahman

É a raça zebuína melhorada nos Estados Unidos, sua formação iniciou com a importação de gado brasileiro com predominância da raça Guzerá e algumas evidências indicam, também a participação das raças Gir e Nelore. É uma raça utilizada em diversos cruzamentos com raças européias (Devon, Hereford, Angus, Charolês, Limousin, Simental, Chianina, e outras).

07. Raça Brangus

Raça formada pelo cruzamento entre Brahman e Aberdeen Angus. O gado é mocho, com pequena giba entre o pescoço e as espáduas. Coloração negra com algumas pintas brancas na região umbilical. A carne, como no Aberdeen Angus, é bem marmorizada.

08. Raça Cachim

Produto do cruzamento do Charolês com o Zebu (Indubrasil, Guzerá ou Nelore). A pelagem é creme, uniforme, com pêlos curtos e a pele escura. Nas regiões de alta insolação, admite-se o gado com pelagem acinzentada. Gado rústico, precoce, com bom ganho de peso e produz carne de boa qualidade.

09. Raça Charolês

Os animais são grandes e pesados com amplas massas musculares e alto rendimento de carcaça. A pelagem é branca ou creme (amarelo claro) com reflexos amarelados. A pele não é pigmentada, nem as mucosas, o focinho, os cascos e os chifres, sendo ideais para o clima temperado. Os chifres nascem lateralmente, encurvando-se para frente e para cima na extremidade. A carne é de excelente qualidade, com pouca gordura superficial, embora bastante marmorizada internamente, com rendimento de carcaça entre 58 a 65% a pasto e entre 65 a 70% em confinamento. Em programas de cruzamento, o uso do Charolês é quase obrigatório.

10. Raça Devon

O Devon ou Dévon do Norte, ou "Rubi" ou ainda "Rubi do Oeste" pode ser considerado uma das mais antigas raças do Reino Unido (Ilhas Britânicas), sendo nativo do sudoeste da Inglaterra. Apresenta coloração vermelho-cereja escuro, podendo apresentar manchas mais escuras. A pele é alaranjada, com pigmentação muito visível ao redor dos olhos e do focinho. Os chifres são medianos, voltados para cima e para fora, de cor branca com pintas negras. Hoje a raça dividiu-se em Devon do Norte e Devon do Sul, sendo a segunda mais rústica. No Brasil tem sido sugerida a formação da raça sintética Bravon (Devon x Zebu) para criação nas regiões tropicais.

11. Raça Hereford

Prevalece a pelagem vermelha e branca (totalmente vermelho, com cabeça, peito, região abdominal, parte inferior dos membros, faixa estreita no dorso e vassoura da cauda brancos). A pele e o focinho não são pigmentados. A cara branca é dominante e transmitida aos produtos de cruzamento, independente das raças utilizadas. É um gado de pastoreio e engorda em campos de boa qualidade. A aptidão principal do Hereford é a produção de carne. No entanto, não é tão precoce como a Shorthorn nem acumula mais gordura que a Abeerden Angus, mas é extremamente resistente às condições adversas, tanto ou mais que qualquer outra raça européia

12. Raça Indubrasil

É a primeira raça neozebuína do mundo, foi formada pelo cruzamento entre Guzerá e Nelore (1890 a 1920) e com introdução da raça Gir entre 1911 e 1920. Apresenta grande porte, habilidade para longas caminhadas e matrizes eficientes. A pelagem é branca, amarela, cinza ou vermelha, podendo apresentar a frente, o posterior e as extremidades escuras. Os chifres são medianos, saindo para fora, para trás, para cima e para dentro. A pele é negra, as orelhas são longas, pendulares, com face interna voltada para frente e as extremidades curvadas para dentro. É a raça bovina com orelha mais comprida no mundo. Atualmente, o hábitat está restrito ao Nordeste e a Minas Gerais, pois as fêmeas Indubrasil continuam sendo procuradas como base em cruzamentos. É a raça brasileira mais difundida no exterior, com rebanhos na maioria dos países latino-americanos e nos Estados Unidos.

13. Raça Limousin

Raça nativa da província de Lemosím ou Limousin, no sodoeste da França. A pelagem é de coloração amarelo-claro com áreas mais claras em torno dos olhos, focinho, ventre, períneo e extremidades dos membros. Apresenta grande massa muscular e alto rendimento de carcaça, devido a sua origem francesa, onde os animais eram selecionados para dupla aptidão (tração e carne). A raça se destaca pela alta precocidade (abate aos 15 meses com peso entre 400 e 450 kg), qualidade e homogeneidade de carcaça. Atualmente, é a raça européia de corte de maio destaque no Brasil, sendo a de maior

14. Raça Marchigiana

Originária de regiões montanhosas, na Itália. Apresenta pêlo curto e branco, chegando até o cinza claro, com vassoura da cauda, orelhas e pestanas escuras. A pele é pigmentada, sendo negros a língua, o focinho e orifícios naturais. Os chifres são amarelados na base, brancos na parte mediana e negros na extremidade. É uma das poucas raças européias de corte com pelagem branca sobre pele escura, tornando-a bastante indicada para cruzamentos nas regiões tropicais. Cerca de 79% do rebanho brasileiro de cruzados Marchigiana está no Sudeste e Centro-Oeste.

15. Raça Nelore

Raça de coloração branca ou cinza claro. Também, admite-se a pelagem vermelha, vermelho e branco, e, preto e branco. Os chifres são curtos, as orelhas também e com pontas em forma de lança. É a raça de maior contingente no Brasil, representando cerca de 70% dos animais zebuínos registrados. No Brasil foi desenvolvido o Nelore Mocho, a partir do Mocho Nacional (raça européia adaptada). A raça Nelore esta presente em todo território nacional, principalmente no Centro-Oeste.

16. Raça Pardo Suíço

É a raça mais antiga da suíça e uma das mais antigas do mundo. Apresenta grande porte, coloração parda, variando do muito claro ao muito escuro, e pele pigmentada. A mucosa do focinho e orifícios naturais são negros. Os chifres são brancos com pontas negras crescendo para fora e para frente com as pontas voltadas para cima. É reconhecida pela sua capacidade de adaptação em regiões de clima quente, devido a sua tolerância ao calor, por se originar de regiões elevadas (Alpes) onde a radiação ultravioleta é muito intensa e o oxigênio é rarefeito. É a segunda raça leiteira, mas linhagens originais foram selecionadas para produção de carne no Canadá e México. A raça Pardo Suíço de corte apresenta pescoço mais curto, acentuada cobertura muscular, carne marmorizada e boa habilidade materna, devido a maior lactação das fêmeas. Devido às suas qualidades de produção de leite e carne, precocidade, longevidade, rusticidade e adaptação, a Pardo Suíço vem sendo utilizada, no Brasil, em diversos cruzamentos com Girolando, Guzerá, Indubrasil e Gir para leite, e com o Nelore, formando o Sibu, objetivando a produção de carne.

17. Raça Santa Gertrudis

Raça composta de Shorthorn com Brahman, formada no Texas (EUA) para obter animais de alta produtividade e rusticidade, que se adaptassem às duras condições climáticas do sul dos EUA. É a primeira raça composta formada no hemisfério ocidental. A pelagem é vermelha uniforme, ou cereja. A pele é de pigmentação vermelha. Os pêlos são curtos e lisos, os cascos são escuros. As orelhas são medianas, ligeiramente caídas, abertas para frente. Os touros Santa Gertrudes têm sido utilizados em Mato Grosso e Goiás (locais onde a temperatura pode atingir 44oC) para cruzamento industrial com fêmeas cruzadas Angus-Nelore ou Simental-Nelore.

18. Raça Simbrasil

É resultado do cruzamento entre Simental e Guzerá (ou outras raças zebuínas). Visa atingir os grandes rebanhos de corte de Nelore ou de animais "anelorados" para a formação de animais tricross (touro Simbrasil cruzado com vacas Nelore). A coloração é avermelhada com manchas brancas ou amareladas. Apresenta grande futuro devido à versatilidade da raça.

19. Shorthorn

Originada dos gados antigos do nordeste da Inglaterra, foi utilizado em vários países formando muitas raças bimestiças. Apresenta pelagem vermelha, ruã ou branca, a pele é de cor creme clara sem pigmentação, os chifres são curtos, cerosos, saindo lateralmente e para frente. É uma raça altamente especializada para corte, destacando-se pela precocidade e engorda rápida, também existindo a variedade leiteira. No Brasil o Shorthon ocupa uma área restrita de clima temperado, não tendo a fama que desfruta nos países vizinhos como Uruguai e Argentina.

20. Raça Tabapuã

Oriundo de descendentes de antigos cruzamentos de Mocho Nacional com zebu (vacas Nelores ou Guzerá). A coloração é a do Nelore (branca ou cinza claro), as orelhas são medianas, com a ponta rombuda voltada para a face. É uma raça que se destaca pela precocidade e boa conformação de corte. Tem sido muito empregada em cruzamentos com Nelore, com Holandês e, principalmente, com raças européias de clima temperado brasileiro na região Sul.

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